| Berlim - Os pedaços de um passado negro |
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| Escrito por Cláudia |
| Ter, 10 de Agosto de 2010 18:22 |
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Berlim não estava em nosso planejamento, mas foi a forma mais econômica que encontramos de deixar a Suécia. Não podemos dizer que a travessia entre Estocolmo e Berlin tenha sido das melhores, mas como tudo nesta aventura, encaramos como mais uma experiência que provavelmente não se repetirá.
O tempo estava muito chuvoso. Compramos o cartão de transporte de 2 dias e conseguimos andar sem grandes problemas. Começamos nosso passeio conhecendo o Berlirner Dom, a catedral de Berlim. Esta foi destruída por uma bomba durante a guerra em 1944 e que foi reconstruída entre 1975 e 1993. A arquitetura interna encanta e impressiona bastante. A vista do domo da igreja não é o que esperávamos e não recomendamos a subida de 297 degraus. Deixamos a igreja com destino a visitar o que sobrou do muro de Berlin, são aproximadamente 70 metros de muro situados na Bernauer Strasse. Em uma escadaria que permite a visão da passagem existente entres os dois muros tem-se detalhes da história da criação até a demolição. É um lugar triste e de certa forma sombrio, mas mantê-lo reforça a lembrança de dias negros que não se deseja que repitam. Há alguns monumentos em memória daqueles que morreram na tentativa de atravessá-lo, um inclusive que choca por tratar-se de uma criança que foi morta com um tiro na cabeça ao tentar atravessar o muro para encontrar sua mãe que ficara do outro lado. Paramos para almoçar e voltamos para o hostel a tarde, afinal precisávamos dormir. A noite apenas caminhamos pelos arredores do nosso hostel e jantamos em um dos restaurantes de uma movimentada praça. Na terça-feira, dia 03, nosso destino inicial foi o memorial criado no ex-campo de concentração de Sachsenhausen. Este fica nos arredores de Berlim, a uns 45 minutos de trem. Passar pela Alemanha e não ver pessoalmente o que conhecemos apenas nos livros e filmes seria imperdoável. Devemos confessar que a idéia de visitar um lugar desses já não é muito agradável, mas a sensação ao estar lá é muito pior. Logo na chegada há um mapa em pedra que nos mostra a dimensão deste campo. Por este lugar passaram aproximadamente 200 mil pessoas e metade destas morreram por desnutrição, doença, foram executados ou como resultado de experiências médicas. É os nazistas utilizavam os prisioneiros para fazer experiências médicas, como testar uma vacina ou a resistência a um virus. Depois passamos pelo Portão A, que tem a célebre frase “Arbeit macht frei” que traduzindo significa “O trabalho liberta”. Grande ironia deste campo que era considerado um campo de trabalho forçado mas que na verdade foi mais um dos locais de grande barbárie humana. Os nazistas utilizavam a mão de obra dos prisioneiros na fabricação de armas, construção e até falsificação de dinheiro.
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| Última atualização em Qua, 08 de Dezembro de 2010 14:25 |






Comentários
Heg, vale a pena incluir Berlim com certeza. Viajar é maravilhoso, não. Como foi a sua viagem? Conseguiu comunicar-se tranquilamente em frances?
Vocês nem imaginam o quanto nos emociona a participação de vocês neste espaço.
Obrigada a todos, um abraço.
Sempre que posso entro aqui para viajar um pouco mais com vocês.
Saudades e sigam com Deus.
Wilma.
...Saudades...
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